Uma estrela pode ser obsoleta se não brilhar
assim como um cometa sem viajar.Sendo o cometa impelido
a viajar por força de sua existencia.
A tangibilidade dos dois é diferente,assim como suas
composições o são.Acredito que idéia de finalidade de
uma para outra criação serve de forma codificada
a cada uma delas.O decodificador...Esse vc q que tem
de encontrar.Esse é impulso máximo da fé.A via pela qual
a fé se faz fé.A travessia da carne para alma da alma ao
espírito.Travessia ao absoluto.É disso que eu gosto.
Eu sei o que escuto e o que vejo e sinto.Nem sempre
podemos "advinhar" o que nem mesmo os outros sabem.
K. Silva
"J'en connais dans chaque port, Dans chaque Sud, dans chaque Nord, J'en connais sans efforts, J'en connais qui vont dire, Que je suis bonne à maudire, Et moi ça me fait sourire..." Carla Bruni
sábado, 24 de abril de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
E o Ratzinger não sabia de nada...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Balada da Intagibilidade Passional
Repare No Diamante.
Ele É.
Feche Os Olhos e Pense Em Você.
Agora!
Não Me Interessa o Que Você Pensou.
Me interessa O Diamante.
Olhe Para O Diamante.
Sinta-o Em Suas Frágeis Mãos
Cheias De Carne e Ossos,Veias e Capilares.
Sinta O Diamante Nas Suas Mãos.
Olhe O Diamante.
Ele É.
Você Não Se Vê Nele.
Mas Ele Continua Sendo.
E Ainda Vai Ser...
Infindavelmente.
Diamante.
Olhe O Dimante.
Lapidado,O Diamante É
Transparente.
O Que Você Vê?
O Que Há Dentre Toda a Sua
Transparencia.
Obtuso,Angular.
O Mais Duro.
Você Paga Pra Ter.
*Transparencia Lhe Confere Suavidade.
No Atrito,
A Dureza.
K. Silva
Ele É.
Feche Os Olhos e Pense Em Você.
Agora!
Não Me Interessa o Que Você Pensou.
Me interessa O Diamante.
Olhe Para O Diamante.
Sinta-o Em Suas Frágeis Mãos
Cheias De Carne e Ossos,Veias e Capilares.
Sinta O Diamante Nas Suas Mãos.
Olhe O Diamante.
Ele É.
Você Não Se Vê Nele.
Mas Ele Continua Sendo.
E Ainda Vai Ser...
Infindavelmente.
Diamante.
Olhe O Dimante.
Lapidado,O Diamante É
Transparente.
O Que Você Vê?
O Que Há Dentre Toda a Sua
Transparencia.
Obtuso,Angular.
O Mais Duro.
Você Paga Pra Ter.
*Transparencia Lhe Confere Suavidade.
No Atrito,
A Dureza.
K. Silva
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Coletivo Camaradas
O Coletivo Camaradas,confiram no blog:
http://www.coletivocamaradas.blogspot.com
Lançou a pouco o seu primeiro livreto chamado
"Permitida a Reprodução".De ótimo nível
intelectual,vale a pena dá uma lida,
refrescar os neurônios com arte,cultura,
educação e política!
Vejam aí o primeiro texto do livreto
escrito por Alexandre Lucas.
A arte e os novos suportes e conceitos
Por Alexandre Lucas*
A cada dia a arte vem ganhando outros suportes
e novas formas de se aproximar dos excluídos do
circuito convencional das artes. As galerias,
museus e salas de espetáculos vão perdendo a
sua supremacia enquanto espaço privilegiado da
fruição da arte.Os espaços urbanos e o mundo
virtual tornam-se espaços democráticos para
apresentação, reflexão e registros das experiências
estéticas e artísticas. O suporte da/para arte é
ampliado. Os tradicionais suportes como as telas
e esculturas vão sendo substituídas na arte
contemporânea por objetos e coisas do cotidiano das
pessoas, a imagem digital e o audiovisual ganham
papel importante para o registro e a possibilidade
de aplicação em infindáveis suportes, tanto virtuais
como materiais.Neste sentido a arte circula pelas
pessoas ou as pessoas circulam pela arte. A camisa,
o cartaz, a ação do corpo, o adesivo, o brinquedo,
o registro, a colaboração, a vivência, a interferência
no fluxo normal das pessoas tomam o caráter de arte
ou de discussão sobre arte. Essa compreensão é
imprescindível para conceber o cotidiano e a relação
de pertencimento do público como elementos importantes
para provocar a interação, integração e fruição dos
fazeres e pensares sobre arte.Portanto, reconhecer
a arte enquanto produto histórico e social que deve
ser apropriado pelo grande público como forma de
possibilitar o conhecimento e apropriação da realidade,
bem como a construção e autoconstrução do ser numa
perspectiva embasada no materialismo histórico e
dialético, é pensar a arte pelo viés da inclusão.
Conforme a autora Maria Inês Hamann Peixoto,
“a arte exerce significativa função no processo de
humanização do homem, por desencadear um processo
de reflexão profundamente educativo, que só pode
resultar em crescimento humano. Sobretudo quando se
trata de obra que permite-privilegia a fruição
estética ativa-interativa, por livre adesão do
indivíduo e da coletividade presente, e, de modo
especial, se isso tudo ocorre dentro do âmbito da
vida cotidiana, no qual se dão as relações
imediatamente humanas”.Colocar e compreender o
participante como ser ativo/interativo no
processo do fazer ou pensar artístico é outro
imperativo que aponta no sentido de ultrapassar
as barreiras que engessam,modelam e ampliam a
ideia de uma arte contemplativa, o que só
serve para aumentar a distância existente entre
arte e o grande público.
O cotidiano e a contemporaneidade, a interação
e a colaboração, são ingredientes indispensáveis
para pensar novos olhares e fazeres da arte, o
que possibilita mediar o entrelaçado do processo
educativo de arte, a vivência/experimentação, a
socialização do conhecimento filosófico e cientifico,
a transversalidade de linguagens artísticas e de
comunicação, e o reconhecimento da arte como
instrumento também de emancipação humana.
Maria Inês Hemann Peixoto diz que “a arte inserida
no cotidiano pode vir a ser um momento de veemente
exercício da liberdade, de ampliação da
consciência-autoconsciência e de intenso prazer
sensório-intelectual desvinculado das relações
de posse e dominação que permeiam a quase totalidade
das relações humanas,na sociedade capitalista
contemporânea”.
*coordenador geral do Coletivo Camaradas,
pedagogo e Artista/Educador
P.S.:Quem quiser o livreto na íntegra,entre em
contato comigo por e-mail que certamente enviarei!
Meu e-mail: insidetheviolinister@hotmail.com
http://www.coletivocamaradas.blogspot.com
Lançou a pouco o seu primeiro livreto chamado
"Permitida a Reprodução".De ótimo nível
intelectual,vale a pena dá uma lida,
refrescar os neurônios com arte,cultura,
educação e política!
Vejam aí o primeiro texto do livreto
escrito por Alexandre Lucas.
A arte e os novos suportes e conceitos
Por Alexandre Lucas*
A cada dia a arte vem ganhando outros suportes
e novas formas de se aproximar dos excluídos do
circuito convencional das artes. As galerias,
museus e salas de espetáculos vão perdendo a
sua supremacia enquanto espaço privilegiado da
fruição da arte.Os espaços urbanos e o mundo
virtual tornam-se espaços democráticos para
apresentação, reflexão e registros das experiências
estéticas e artísticas. O suporte da/para arte é
ampliado. Os tradicionais suportes como as telas
e esculturas vão sendo substituídas na arte
contemporânea por objetos e coisas do cotidiano das
pessoas, a imagem digital e o audiovisual ganham
papel importante para o registro e a possibilidade
de aplicação em infindáveis suportes, tanto virtuais
como materiais.Neste sentido a arte circula pelas
pessoas ou as pessoas circulam pela arte. A camisa,
o cartaz, a ação do corpo, o adesivo, o brinquedo,
o registro, a colaboração, a vivência, a interferência
no fluxo normal das pessoas tomam o caráter de arte
ou de discussão sobre arte. Essa compreensão é
imprescindível para conceber o cotidiano e a relação
de pertencimento do público como elementos importantes
para provocar a interação, integração e fruição dos
fazeres e pensares sobre arte.Portanto, reconhecer
a arte enquanto produto histórico e social que deve
ser apropriado pelo grande público como forma de
possibilitar o conhecimento e apropriação da realidade,
bem como a construção e autoconstrução do ser numa
perspectiva embasada no materialismo histórico e
dialético, é pensar a arte pelo viés da inclusão.
Conforme a autora Maria Inês Hamann Peixoto,
“a arte exerce significativa função no processo de
humanização do homem, por desencadear um processo
de reflexão profundamente educativo, que só pode
resultar em crescimento humano. Sobretudo quando se
trata de obra que permite-privilegia a fruição
estética ativa-interativa, por livre adesão do
indivíduo e da coletividade presente, e, de modo
especial, se isso tudo ocorre dentro do âmbito da
vida cotidiana, no qual se dão as relações
imediatamente humanas”.Colocar e compreender o
participante como ser ativo/interativo no
processo do fazer ou pensar artístico é outro
imperativo que aponta no sentido de ultrapassar
as barreiras que engessam,modelam e ampliam a
ideia de uma arte contemplativa, o que só
serve para aumentar a distância existente entre
arte e o grande público.
O cotidiano e a contemporaneidade, a interação
e a colaboração, são ingredientes indispensáveis
para pensar novos olhares e fazeres da arte, o
que possibilita mediar o entrelaçado do processo
educativo de arte, a vivência/experimentação, a
socialização do conhecimento filosófico e cientifico,
a transversalidade de linguagens artísticas e de
comunicação, e o reconhecimento da arte como
instrumento também de emancipação humana.
Maria Inês Hemann Peixoto diz que “a arte inserida
no cotidiano pode vir a ser um momento de veemente
exercício da liberdade, de ampliação da
consciência-autoconsciência e de intenso prazer
sensório-intelectual desvinculado das relações
de posse e dominação que permeiam a quase totalidade
das relações humanas,na sociedade capitalista
contemporânea”.
*coordenador geral do Coletivo Camaradas,
pedagogo e Artista/Educador
P.S.:Quem quiser o livreto na íntegra,entre em
contato comigo por e-mail que certamente enviarei!
Meu e-mail: insidetheviolinister@hotmail.com
Emma Shapplin in Macadam Flower

01 Nothing Wrong
02 The Hours On The Fields
03 L’absolu
04 Reptile
05 Number 5
06 White Sail
07 My Soul
08 Sur L’eau
09 Number 9
10 La Promenade De San
11 Jealously Yours
12 Aedeus Variations
Terceiro trabalho da cantora.Emma,é uma cantora
"kaleidoscópica",como diz em seu site.Sua técnica
vocal foi fortemente embasada no lírismo operístico,
isso em seus primeiros anos de estudo.A cantora
passou por uma fase de exploração vocal numa banda
de heavymetal,onde ganhou maior liberdade em termos
sonoros.Segue carreira solo a alguns anos,seu trabalho
não se enquadra em nenhum dos limitantes gêneros
musicais.Este último trabalho mostra um despreendimento
em relação aos outros,das amplas orquestrações e minúcias
do segundo "Etterna" que teve a participação do Coro e
Orquestra Filarmônica de Londres e do romantismo frágil
e dilacerante do primeiro "Carmine Meo" que foi em parte
inspirado na poesia de Petrarca,ele esta mais solto e tem
um toque maior da influência pop-rock.Além de não contar
com tanto lírismo vocal.Esta despojado sem perder a
qualidade criativa da cantora que também compõe e escreve.
Repare que os dois primeiros são em italiano e este segundo
esta em inglês,francês sua língua natal e como que recordando
tempos passados esta "Aedeus" com arranjo para violão.
Quem quiser conferir os outros trabalhos,deixe o pedido
nos comentarios.
Apreciem!
http://www.megaupload.com/?d=9BW5SABN
Tamanho: 54 Mb Formato: Rar
sábado, 23 de janeiro de 2010
Dizer Tipíco de Seres Sagitarianos,Geminianos e Aquarianos*
O Que é Meu é do Mundo e Eu do Mundo Sou.
By:Priscila Diógenes(PsssiuLa)
Minha Análise Metafísica:
Isto é um axima do Ocultismo de grande valia para contemplação externa e interna do ser
que se entrega ao estudo das filosofias ditas ocultas.É algo que se encontra em Trismegisto,em Spinoza,no yoga,é algo lindo!
Minha Análise Como Tua Amiga:
O que se pode pensar da pessoa que abre a sua boca,numa hora de pleno insight,diz isso e é chifruda mansa?
By:Priscila Diógenes(PsssiuLa)
Minha Análise Metafísica:
Isto é um axima do Ocultismo de grande valia para contemplação externa e interna do ser
que se entrega ao estudo das filosofias ditas ocultas.É algo que se encontra em Trismegisto,em Spinoza,no yoga,é algo lindo!
Minha Análise Como Tua Amiga:
O que se pode pensar da pessoa que abre a sua boca,numa hora de pleno insight,diz isso e é chifruda mansa?
sábado, 17 de outubro de 2009
Noite de Sábado
Olha só...Hoje,há séculos que não mentia,menti.
Na verdade,já que verdades não me trazem aquele
algo que eu acho ser merecido pelos donos dessa
virtude,agora talvez,eu comece uma carreira nas
artes da mentira,da desfaçatez.
Marquei com alguns conhecidos uma saidinha,mas
já não vou.Querem saber porque,e porque descobri
que não é o que eu quero p'ra essa noite não é
resposta,não é aceitável.Pedem que eu diga.Dizer
o que?!Mesmo assim sei que travarão algum jogo de
investigação,e quem descobrirá...provavelmente
a menina,a que se acha mais esperta.
Algumas meninas se acham mais esperas que os
meninos,são mal amadas.Pelo menos essa eu sei
que é..as outras,vai saber!Mas sim,no final das
contas,eles estão mesmo é carentes.Têem umas
carinhas de quem sempre esta à espera...de um
milagre de acontecimento que possa mudar-lhes as
vida miseráveis de quem não diz nada,não
faz nada,não procura nada se não for em estrita
função dos outros.E isso é até engraçado.Porque da
parte da menina ela não faz nada,exatamente
porque seria para os outros,paradoxal?!Não,não
é não.E o menino,coitado.Tudo que faz,o faz pela
mãe e ainda se acha muito feliz.Dessa não tenho
o que dizer,tenho o respeito de um lobo por ela.Os
dois quando se apaixonam.Dão a criatura
amada,o papel de salvador da pátria...
Na verdade,quando se esta apaixonado,pelo menos
para os que vivem num deserto de emoções como
eu não se deixa de sentir algo assim.
E eles passam a viver em função da criatura,
amam-na,ficam loucos de paixão pelo que eles
próprios não possuem,pela a fantasia do que eles
querem ser e não conseguem.Pelo menos eu,eu sou
narcisista assumida!E tenho muito orgulho.
Orgulho de me assumir.Sou uma égua e sei disso.
E quando vejo um mero gatinho ao espelho se vendo
o mais vigoroso e poderoso leão da floresta de
suas ilusões,encho-me de risos!!Aliás,relincho,rsrsrs.
O que É,pra min(uma égua),é se o for sempre,se é
inconstante,não é.E o que não é,pode ser...um papel.
E pra mim,quero apenas um capacete de soldado,
um bem gótico,cheio de espinhos que doam nas mãos
de quem ousar,e se conseguir tirar,que tenha
pelo menos ódio,pra que talvez eu possa...quem sabe...
Bom,mas agora,sinto meu corpo contrair-se,preciso de
exercícios e por isso decidi.
Vou sair.
Na verdade,já que verdades não me trazem aquele
algo que eu acho ser merecido pelos donos dessa
virtude,agora talvez,eu comece uma carreira nas
artes da mentira,da desfaçatez.
Marquei com alguns conhecidos uma saidinha,mas
já não vou.Querem saber porque,e porque descobri
que não é o que eu quero p'ra essa noite não é
resposta,não é aceitável.Pedem que eu diga.Dizer
o que?!Mesmo assim sei que travarão algum jogo de
investigação,e quem descobrirá...provavelmente
a menina,a que se acha mais esperta.
Algumas meninas se acham mais esperas que os
meninos,são mal amadas.Pelo menos essa eu sei
que é..as outras,vai saber!Mas sim,no final das
contas,eles estão mesmo é carentes.Têem umas
carinhas de quem sempre esta à espera...de um
milagre de acontecimento que possa mudar-lhes as
vida miseráveis de quem não diz nada,não
faz nada,não procura nada se não for em estrita
função dos outros.E isso é até engraçado.Porque da
parte da menina ela não faz nada,exatamente
porque seria para os outros,paradoxal?!Não,não
é não.E o menino,coitado.Tudo que faz,o faz pela
mãe e ainda se acha muito feliz.Dessa não tenho
o que dizer,tenho o respeito de um lobo por ela.Os
dois quando se apaixonam.Dão a criatura
amada,o papel de salvador da pátria...
Na verdade,quando se esta apaixonado,pelo menos
para os que vivem num deserto de emoções como
eu não se deixa de sentir algo assim.
E eles passam a viver em função da criatura,
amam-na,ficam loucos de paixão pelo que eles
próprios não possuem,pela a fantasia do que eles
querem ser e não conseguem.Pelo menos eu,eu sou
narcisista assumida!E tenho muito orgulho.
Orgulho de me assumir.Sou uma égua e sei disso.
E quando vejo um mero gatinho ao espelho se vendo
o mais vigoroso e poderoso leão da floresta de
suas ilusões,encho-me de risos!!Aliás,relincho,rsrsrs.
O que É,pra min(uma égua),é se o for sempre,se é
inconstante,não é.E o que não é,pode ser...um papel.
E pra mim,quero apenas um capacete de soldado,
um bem gótico,cheio de espinhos que doam nas mãos
de quem ousar,e se conseguir tirar,que tenha
pelo menos ódio,pra que talvez eu possa...quem sabe...
Bom,mas agora,sinto meu corpo contrair-se,preciso de
exercícios e por isso decidi.
Vou sair.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Versos Corridos

Já amassei os tomates,
qual meu coração ferido
e descasquei-os,delicadamente,
qual faria com tua pele
que esconde tua carne,
para que me podesse ser visto
teu corpo vermelho,languido,
a pingar do teu suor meu vinho,
somos duas patas,de carne dura
e já macerada.
Não vês que estou me perdendo
em minha cozinha,só para
treinar o gosto de tua comida!
Com pimenta a arder-me
os lábios,a língua que se afoga
pelo gosto de tua pele...
Tu não vês,naturalmente,
e como poderias!
Perceber que minha fome voraz
devora os tomates já triturados
no molho que meu desejo ferve!
Que é vermelho como fogo
vermelho de loucura
e desejo,
o vermelho que se tem lá...
...d'uma raiva,
que trava atrito e queima!
Como poderías...
Realmente,como posso eu
sentir essa fome?!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Germinal
Verônica
Eu poderia ser você
minha doce criação,mas
tu desejas tanto quanto
eu,ser incrustada no meu ventre
tudo o que você será,
não é meu bem!?
Sem pressa,você virá até min,
por todas as gritantes rosas vermelhas
deste mundo(melhor do outro)
do qual me retiro
e volvo também à prisão
daquela....
não retornas ao vácuo,
onde estas agora,
e te espero como qualquer semente espera
pelo sol e pela chuva junto à
terra cheia de estilhaços...
(desinsistente permaneço,mas
ainda tenho coração)
suplico que venha e tenha... --- vida longa Á RAINHA!
Seja do vermelho o vinho,e a rosa,e o fogo pleno do meu peito.
Dos ares,LEVEZA DOS VENTOS,
Das aguas,SOCO DE TORNADOS!!
Eu te saúdo,mas temo por tua saude
porque te desejo.
--- Não nasças morta criança.
Eu poderia ser você
minha doce criação,mas
tu desejas tanto quanto
eu,ser incrustada no meu ventre
tudo o que você será,
não é meu bem!?
Sem pressa,você virá até min,
por todas as gritantes rosas vermelhas
deste mundo(melhor do outro)
do qual me retiro
e volvo também à prisão
daquela....
não retornas ao vácuo,
onde estas agora,
e te espero como qualquer semente espera
pelo sol e pela chuva junto à
terra cheia de estilhaços...
(desinsistente permaneço,mas
ainda tenho coração)
suplico que venha e tenha... --- vida longa Á RAINHA!
Seja do vermelho o vinho,e a rosa,e o fogo pleno do meu peito.
Dos ares,LEVEZA DOS VENTOS,
Das aguas,SOCO DE TORNADOS!!
Eu te saúdo,mas temo por tua saude
porque te desejo.
--- Não nasças morta criança.
Carnaval (part. I)
Farfallas radiantes em meu redor,
icognoscíveis,vejo-as flutuar
através de meus ombros,
longe daqueles olhos de urâneo.
São doces essas tardes...
ao lado do meu semblante
vejam-se meus versos!
dráticas sombras
na cova,descanse! dessas horas
que por esses dias hão de me sufocar.
Como os ventos podem
arrastar pelo convés
deste corpo à outra cova
do teu lado!
Ah! como é permanente
---------------------------------------------------------------------
Então abrem-se as muralhas.Os olhos dela,cheios e vivos,até com um tal rubor
que vem através de seu olhar.Estende num chão pueril,o corpo pesado e desfalecido
que carregara.
(...)
--- Diga-me Vênus,qual foi a maior injúria?
Se tu tevesses que me ajudar,
o que faria? ao ver...
às grandes estatuas,por ti,esculpidas,
por min, estilhaçadas,
bem diante de teus voluptuosos olhos,
e que fui mais forte que
teu infinito gozo,
---Não tens mais energia para enfrentar-me!?
O que realmente fica,da noite
louca,forte e longa,
intensa dentre sussurros
nunca antes ditos por outra(boca)...
Se eu podesse voltar,e mesmo só,
naquela noite viver,
já não me seduziriam
as minhas graves honrarias
de amores outros,agora dormentes,
apenas lástima,
longíquoas e apertadas corretes,
--- Luzes apagadas,silencio total...
um corredor,alargou-se e parou,pescoço volvido,e lá estava!!
de pé,a rir...e nos grandes olhos,
eu também parei.
...Testemunhas:Duas ou três,a esquina e a sombra do tronco retorcido e
dos galhos,muito curiosos pelo visto,os galhos,me seguiram,me interrogavam
lentamente à medida em que cresciam,se enrroscavam pelo meu corpo,todo.
...das que ainda prendem.
Pulso TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum
veloz como o Coelho de Alice,
começou de repente,
caminho conhecido,mas
essa pintura é nova ,
dos olhos,agora apenas
um enxerga --- Charme de pirata
Já não é mais necessário
saber,
a Cartola,
da Cavidade,é mais funda
e segue,
se fecha, e prende,
e cai,
por si
no fundo...
não caio,mas posso fazer
o máximo,
descer pela escadaria
de Marfim ;fabricação propria,
muita dor nas costas,mas
valeu Á pena.
(...)
K. Silva
icognoscíveis,vejo-as flutuar
através de meus ombros,
longe daqueles olhos de urâneo.
São doces essas tardes...
ao lado do meu semblante
vejam-se meus versos!
dráticas sombras
na cova,descanse! dessas horas
que por esses dias hão de me sufocar.
Como os ventos podem
arrastar pelo convés
deste corpo à outra cova
do teu lado!
Ah! como é permanente
---------------------------------------------------------------------
Então abrem-se as muralhas.Os olhos dela,cheios e vivos,até com um tal rubor
que vem através de seu olhar.Estende num chão pueril,o corpo pesado e desfalecido
que carregara.
(...)
--- Diga-me Vênus,qual foi a maior injúria?
Se tu tevesses que me ajudar,
o que faria? ao ver...
às grandes estatuas,por ti,esculpidas,
por min, estilhaçadas,
bem diante de teus voluptuosos olhos,
e que fui mais forte que
teu infinito gozo,
---Não tens mais energia para enfrentar-me!?
O que realmente fica,da noite
louca,forte e longa,
intensa dentre sussurros
nunca antes ditos por outra(boca)...
Se eu podesse voltar,e mesmo só,
naquela noite viver,
já não me seduziriam
as minhas graves honrarias
de amores outros,agora dormentes,
apenas lástima,
longíquoas e apertadas corretes,
--- Luzes apagadas,silencio total...
um corredor,alargou-se e parou,pescoço volvido,e lá estava!!
de pé,a rir...e nos grandes olhos,
eu também parei.
...Testemunhas:Duas ou três,a esquina e a sombra do tronco retorcido e
dos galhos,muito curiosos pelo visto,os galhos,me seguiram,me interrogavam
lentamente à medida em que cresciam,se enrroscavam pelo meu corpo,todo.
...das que ainda prendem.
Pulso TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum
veloz como o Coelho de Alice,
começou de repente,
caminho conhecido,mas
essa pintura é nova ,
dos olhos,agora apenas
um enxerga --- Charme de pirata
Já não é mais necessário
saber,
a Cartola,
da Cavidade,é mais funda
e segue,
se fecha, e prende,
e cai,
por si
no fundo...
não caio,mas posso fazer
o máximo,
descer pela escadaria
de Marfim ;fabricação propria,
muita dor nas costas,mas
valeu Á pena.
(...)
K. Silva
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Canto II
Aos ventos atravessados
pelos pingos,por tantas vozes
soando em acorde
á meus ouvidos,
e meus órgãos deitados
numa manhã ampla e iluminada.
Com o canto dos galhos
movimentam-se meus desejos
como um sussurro,que
redeia toda a mente,
carregado pela rubra farfalla
entregue aos céus em pleno voô
que penetra,os ares densos
do espaço que faz flutuar
na esparssa imensidão clara,e vejo,
soltos,cheios...
Verdes e Violetas que compõem tão
delicadas tépalas por
entre os cachos doirados
do Sol piedoso
...Com os galhos a abrandar-me a
espera germinal.
K. Silva
pelos pingos,por tantas vozes
soando em acorde
á meus ouvidos,
e meus órgãos deitados
numa manhã ampla e iluminada.
Com o canto dos galhos
movimentam-se meus desejos
como um sussurro,que
redeia toda a mente,
carregado pela rubra farfalla
entregue aos céus em pleno voô
que penetra,os ares densos
do espaço que faz flutuar
na esparssa imensidão clara,e vejo,
soltos,cheios...
Verdes e Violetas que compõem tão
delicadas tépalas por
entre os cachos doirados
do Sol piedoso
...Com os galhos a abrandar-me a
espera germinal.
K. Silva
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
...Encontro
Então desci do meu conector,e até então não percebera...
estava numa rua,aparentemente desconhecida.
---- Agora vou ter que andar na chuva e ainda nem sei
quanto! Foi o que pensei.No caminho,vinha eu,reparando
quase sem reparar,apenas sentindo uma tal estranheza de
caminhar por aquela rua desconhecida,o vento frio batia
em meu corpo como que me dando boas vindas.Uma terna chuva
a regar meu delicioso passeio,meu peito era cálido.Vi
casas com jardins improvisados e homens comuns,com suas
barrigas escancaradas e nuas,observando não sei o que.
E,eu,também observando...Sentindo mais que observando,
sentindo a rua e calçadas,prefiro o asfalto.O asfalto me
dá posse de toda a rua,como se a própria rua fosse uma
extenção de mim mesma.Ah! E aquela rua foi o que gostei
mais até hoje.Me senti outra dentro de mim.Rua nova,
corpo novo.Pensei até em mudar p’ra lá.O céo tão branco,
com aquela luminosidade,a de um cristal.E chuva que
continuava caindo tão levemente,caindo em meus ombros,
linda como se o céu se estilhaçasse sobre mim.
---- É tão bonito...tão... Tanto que não dá p’ra se saber.
Não sei o que e acho que se soubesse esqueceria logo,mas
não quero saber.Uma certa surpresa,se faz em segredo,bem
aqui,perto de mim e não vou estraga-la,explorando-a.
E os dias continuarão como sempre continuaram,mas estou
diferente.Me sinto diferente.Me sinto outra..Não sei se
seria o caso de mudar de nome.É,de certo que não.Estou,
agora,entrando numa rua que já conhecia,mas me parece
que esta é mais desconhecida que as outras.Não sinto mais
nenhuma ligação com essa...as casas...Só sinto agora que
esse tempo fresco me é bem mais familiar que o sol
estarrecedor que me é comum.E agora isso,não conheço mais
o que conhecia.Vejo o portã de minha casa,e entro.Minha mãe
sorridente abre as grades e me abraça.E eu ainda...viajando.
Falo alguma coisa de que eu mesma não me dou conta,é
automático.Enquanto caminho pelo corredor ouço:---- ...é,
a gente tem sempre o que aprender...E isso.
É disso que eu consigo me lembrar.E também desse encontro...
E agora,agora mesmo,esta anoitecendo.
estava numa rua,aparentemente desconhecida.
---- Agora vou ter que andar na chuva e ainda nem sei
quanto! Foi o que pensei.No caminho,vinha eu,reparando
quase sem reparar,apenas sentindo uma tal estranheza de
caminhar por aquela rua desconhecida,o vento frio batia
em meu corpo como que me dando boas vindas.Uma terna chuva
a regar meu delicioso passeio,meu peito era cálido.Vi
casas com jardins improvisados e homens comuns,com suas
barrigas escancaradas e nuas,observando não sei o que.
E,eu,também observando...Sentindo mais que observando,
sentindo a rua e calçadas,prefiro o asfalto.O asfalto me
dá posse de toda a rua,como se a própria rua fosse uma
extenção de mim mesma.Ah! E aquela rua foi o que gostei
mais até hoje.Me senti outra dentro de mim.Rua nova,
corpo novo.Pensei até em mudar p’ra lá.O céo tão branco,
com aquela luminosidade,a de um cristal.E chuva que
continuava caindo tão levemente,caindo em meus ombros,
linda como se o céu se estilhaçasse sobre mim.
---- É tão bonito...tão... Tanto que não dá p’ra se saber.
Não sei o que e acho que se soubesse esqueceria logo,mas
não quero saber.Uma certa surpresa,se faz em segredo,bem
aqui,perto de mim e não vou estraga-la,explorando-a.
E os dias continuarão como sempre continuaram,mas estou
diferente.Me sinto diferente.Me sinto outra..Não sei se
seria o caso de mudar de nome.É,de certo que não.Estou,
agora,entrando numa rua que já conhecia,mas me parece
que esta é mais desconhecida que as outras.Não sinto mais
nenhuma ligação com essa...as casas...Só sinto agora que
esse tempo fresco me é bem mais familiar que o sol
estarrecedor que me é comum.E agora isso,não conheço mais
o que conhecia.Vejo o portã de minha casa,e entro.Minha mãe
sorridente abre as grades e me abraça.E eu ainda...viajando.
Falo alguma coisa de que eu mesma não me dou conta,é
automático.Enquanto caminho pelo corredor ouço:---- ...é,
a gente tem sempre o que aprender...E isso.
É disso que eu consigo me lembrar.E também desse encontro...
E agora,agora mesmo,esta anoitecendo.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Canto I
O canto das folhas das arvóres junto aos sussurros dos ventos,
A bruma calma e esparssa,um corpo nu.
Pés na terra molhada,também nua e forte,
Uma mulher que caminha leve e calma com a bruma que lhe envolve.
Gotas d’água com o brilho da prata,caindo tenras.
Sol ameno encoberto por grandes nuvens brancas.
A mulher num círculo,há a luz,é ampla e cheia,
vigiada pelas árvores que lhe cercam com seus enormes troncos silenciosos.
Ela caminha e deita seu corpo sobre o da terra,
seu corpo é branco como a bruma que se esvoaça em seu redor.
A amplitude do céu e o brilho das gotas d’água,
se confundiam com seus olhos,quando abertos.
(...)
Kamila Silva
O canto das folhas das arvóres junto aos sussurros dos ventos,
A bruma calma e esparssa,um corpo nu.
Pés na terra molhada,também nua e forte,
Uma mulher que caminha leve e calma com a bruma que lhe envolve.
Gotas d’água com o brilho da prata,caindo tenras.
Sol ameno encoberto por grandes nuvens brancas.
A mulher num círculo,há a luz,é ampla e cheia,
vigiada pelas árvores que lhe cercam com seus enormes troncos silenciosos.
Ela caminha e deita seu corpo sobre o da terra,
seu corpo é branco como a bruma que se esvoaça em seu redor.
A amplitude do céu e o brilho das gotas d’água,
se confundiam com seus olhos,quando abertos.
(...)
Kamila Silva
segunda-feira, 21 de abril de 2008
CARTA
À Andréia Reis
Sob a mesa, teus pés nus, encharcados
pelo sangue que escorre do teu peito
manchado pelas trovoadas das ruas que te carregam.
Estas impedida de caminhar ?Por quais encruzilhadas
deixastes o véu que esconde tuas belas faces,
no espelho do lago sob a forte (cachoeira...) que limpa
teu spiritu, ao caminho de concreto que sufoca e espreita
algo que se possa ouvir dos sussurros de tua mente
Entrepidos os ventos ao cruzar-te o corpo.
estrondo que parte ares na imensidão ao
revolto som do abraço da treva que resta ao meio dia
mesmo assim,penetrante, pulsiva....
em teus seio.
Choras a quem, a que essência,d'onde lanças
um olhar que clama pelo fogo que arde entre tuas pernas loucas,
qual vermelhidão lancinante que a cicuta não apaga.
Jorra a carne macerada,escoreada,em quantas!!
rima espancada, um sinuoso quadril manchado por
impressões amargas, ainda quanto que terás,
do que coagula no fétido azedume de frágeis raízes estáticas
no estrume á frente da antiga sacada demolida da... (vômito
frustrado).
Mortificante vista ao redor do carpo,tateia tua armadilha
não deixe que te prenda, (à janela?)
Ágora, em que estou, com o signo cravado na pele
à ferro,estendida por entre as secas folhas de árvores
acostumadas com a aridez de um peito que bate fúnebre
uma canção esquecida,mas,impiedosa.
Será que a vista baixa me impede de ver
isso que rodeia e entontece...
E as imagens que observo que nitidez teriam...
Kamila Silva.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
CONTO EM PROSA
(ATO I _ Terceiro estado amoroso,parte da saga de uma patologia)
Entre paredes,quatro delas o cercavam.O sujeito era robusto e cabeludo,estava bem magro,
havia dias que não comia nada,nem miolo de pão.Via-se nesse concreto refugio que mais parecia uma prisão,suas extremidades já desagastadas,a mão de cal,a massa...,em alguns pontos os tijolos apareciam,nas divisas de outros,la estavam algumas frestas,por onde passava algum ar,pouquíssimo,com um forte odor de canfora misturado-se com vapor,fumaça também.Algo que talvéz fosse lava de vulcão invadindo um rio tranquilo que estivesse por perto,mas
não havia compreensão do realmente fosse,calmo,zen em sua vista já um pouco desgastada
por ter feito algo antes,uns arranhões pelo corpo,
que nem ele sabia por que estavam ali,não via neles repulsa,mas o sangue que as vazes descia-lhe incomodava bastante.
Em sua cabeça,cabelos crespo aos caracóis desciam-lhe às costas e escondiam aos nos aquele rosto,estavam ate enfeitados com folhas,algumas secas,outras não,bem se podia dizer
que um vento forte lhe havia concebido ou de qualquer outra jeito.Ele gostava delas,das cores
que ainda jaziam em algumas,mas em si achava a sua aparência deplorável.
Os olhos que mostravam suas paredes,fazia tempo que não os merecia,tinham um brilho
de mil jaspes clivando-se espontaneamente,embora,fossem castanhos,transportava sua visão
não para si,não sabia na real o que fazer com ela,pendiam aqueles olhos,não fazia muito uso,mesmo reflectindo sua mente por ela,vários fios de pensamentos,que estavam absortos naquela cabeça,ele sempre se perdia,perdia-se mesmo por não saber qual seria o fio de ouro,
ate por que não via cor em nenhum dele,seus ramos lhe custavam sua falta de força para se mover,para talvez tentar com as unhas ja grandes,ou com os dentes,roer as suas paredes,cavar
aquela terra úmida abaixo de seus pés,ate sair dali,mas sua cabeça se envolvia em lampejos dos quais ele poderia pagar caríssimo ou não,se viesse a alertar-se.
Não lhe faltava o desejo onírico de ver o que estava alem daquelas dimensões,se é que havia
alguma coisa,iria então rasgar-se todo lançando-se contra um dos muros,tranquilamente sentindo as dores lancinantes de sua carne,que provavelmente avermelhar-se-ia em brasas de
sangue,o que seria pior que os arranhões,abaixo de si afundar-se sob a terra,de onde brotavam pedacinhos esmagalhados de um tipo de pedra que por vezes reflectiam sua imagem , pinicariam sua carne com toda certeza,dissipando suas veias em pouco tempo,incrustariam-se em todo o seu corpo,enfeitariam-no,alo caiu no emaranhado de sua perna,ele nao percebeu o que era,
não deve ter tocado a pele,perdera-se em seus pelos,caíram outros pingos,irreconhecível o liquido que tinha uma cor escura mas transparente,caíram mais,gradualmente.
Isso não lhe causou o menor movimento,pasmara,ate mesmo por que estava lhe refrescando o corpo,estava quase submerso,a sensação de estar envolvido pelo liquido nao lhe dava qualquer referencia,assim que o nariz foi alcançado,prendeu a respiração,seus olhos não se fecharam ainda podiam ver a tremula parede á sua frente,já lhe cobria a cabeça,as folhas saíram dos cabelos que flanaram naquele liquido.
Kamila Siva
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