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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Balada da Intagibilidade Passional

Repare No Diamante.
Ele É.
Feche Os Olhos e Pense Em Você.
Agora!














Não Me Interessa o Que Você Pensou.
Me interessa O Diamante.
Olhe Para O Diamante.
Sinta-o Em Suas Frágeis Mãos
Cheias De Carne e Ossos,Veias e Capilares.
Sinta O Diamante Nas Suas Mãos.
Olhe O Diamante.
Ele É.
Você Não Se Vê Nele.
Mas Ele Continua Sendo.
E Ainda Vai Ser...
Infindavelmente.
Diamante.


Olhe O Dimante.
Lapidado,O Diamante É
Transparente.
O Que Você Vê?
O Que Há Dentre Toda a Sua
Transparencia.
Obtuso,Angular.
O Mais Duro.
Você Paga Pra Ter.


*Transparencia Lhe Confere Suavidade.
No Atrito,
A Dureza.


K. Silva

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Coletivo Camaradas

O Coletivo Camaradas,confiram no blog:
http://www.coletivocamaradas.blogspot.com
Lançou a pouco o seu primeiro livreto chamado
"Permitida a Reprodução".De ótimo nível
intelectual,vale a pena dá uma lida,
refrescar os neurônios com arte,cultura,
educação e política!

Vejam aí o primeiro texto do livreto
escrito por Alexandre Lucas.

A arte e os novos suportes e conceitos
Por Alexandre Lucas*



A cada dia a arte vem ganhando outros suportes
e novas formas de se aproximar dos excluídos do
circuito convencional das artes. As galerias,
museus e salas de espetáculos vão perdendo a
sua supremacia enquanto espaço privilegiado da
fruição da arte.Os espaços urbanos e o mundo
virtual tornam-se espaços democráticos para
apresentação, reflexão e registros das experiências
estéticas e artísticas. O suporte da/para arte é
ampliado. Os tradicionais suportes como as telas
e esculturas vão sendo substituídas na arte
contemporânea por objetos e coisas do cotidiano das
pessoas, a imagem digital e o audiovisual ganham
papel importante para o registro e a possibilidade
de aplicação em infindáveis suportes, tanto virtuais
como materiais.Neste sentido a arte circula pelas
pessoas ou as pessoas circulam pela arte. A camisa,
o cartaz, a ação do corpo, o adesivo, o brinquedo,
o registro, a colaboração, a vivência, a interferência
no fluxo normal das pessoas tomam o caráter de arte
ou de discussão sobre arte. Essa compreensão é
imprescindível para conceber o cotidiano e a relação
de pertencimento do público como elementos importantes
para provocar a interação, integração e fruição dos
fazeres e pensares sobre arte.Portanto, reconhecer
a arte enquanto produto histórico e social que deve
ser apropriado pelo grande público como forma de
possibilitar o conhecimento e apropriação da realidade,
bem como a construção e autoconstrução do ser numa
perspectiva embasada no materialismo histórico e
dialético, é pensar a arte pelo viés da inclusão.
Conforme a autora Maria Inês Hamann Peixoto,
“a arte exerce significativa função no processo de
humanização do homem, por desencadear um processo
de reflexão profundamente educativo, que só pode
resultar em crescimento humano. Sobretudo quando se
trata de obra que permite-privilegia a fruição
estética ativa-interativa, por livre adesão do
indivíduo e da coletividade presente, e, de modo
especial, se isso tudo ocorre dentro do âmbito da
vida cotidiana, no qual se dão as relações
imediatamente humanas”.Colocar e compreender o
participante como ser ativo/interativo no
processo do fazer ou pensar artístico é outro
imperativo que aponta no sentido de ultrapassar
as barreiras que engessam,modelam e ampliam a
ideia de uma arte contemplativa, o que só
serve para aumentar a distância existente entre
arte e o grande público.
O cotidiano e a contemporaneidade, a interação
e a colaboração, são ingredientes indispensáveis
para pensar novos olhares e fazeres da arte, o
que possibilita mediar o entrelaçado do processo
educativo de arte, a vivência/experimentação, a
socialização do conhecimento filosófico e cientifico,
a transversalidade de linguagens artísticas e de
comunicação, e o reconhecimento da arte como
instrumento também de emancipação humana.
Maria Inês Hemann Peixoto diz que “a arte inserida
no cotidiano pode vir a ser um momento de veemente
exercício da liberdade, de ampliação da
consciência-autoconsciência e de intenso prazer
sensório-intelectual desvinculado das relações
de posse e dominação que permeiam a quase totalidade
das relações humanas,na sociedade capitalista
contemporânea”.


*coordenador geral do Coletivo Camaradas,
pedagogo e Artista/Educador


P.S.:Quem quiser o livreto na íntegra,entre em
contato comigo por e-mail que certamente enviarei!

Meu e-mail: insidetheviolinister@hotmail.com

Emma Shapplin in Macadam Flower




01 Nothing Wrong
02 The Hours On The Fields
03 L’absolu
04 Reptile
05 Number 5
06 White Sail
07 My Soul
08 Sur L’eau
09 Number 9
10 La Promenade De San
11 Jealously Yours
12 Aedeus Variations

Terceiro trabalho da cantora.Emma,é uma cantora
"kaleidoscópica",como diz em seu site.Sua técnica
vocal foi fortemente embasada no lírismo operístico,
isso em seus primeiros anos de estudo.A cantora
passou por uma fase de exploração vocal numa banda
de heavymetal,onde ganhou maior liberdade em termos
sonoros.Segue carreira solo a alguns anos,seu trabalho
não se enquadra em nenhum dos limitantes gêneros
musicais.Este último trabalho mostra um despreendimento
em relação aos outros,das amplas orquestrações e minúcias
do segundo "Etterna" que teve a participação do Coro e
Orquestra Filarmônica de Londres e do romantismo frágil
e dilacerante do primeiro "Carmine Meo" que foi em parte
inspirado na poesia de Petrarca,ele esta mais solto e tem
um toque maior da influência pop-rock.Além de não contar
com tanto lírismo vocal.Esta despojado sem perder a
qualidade criativa da cantora que também compõe e escreve.
Repare que os dois primeiros são em italiano e este segundo
esta em inglês,francês sua língua natal e como que recordando
tempos passados esta "Aedeus" com arranjo para violão.

Quem quiser conferir os outros trabalhos,deixe o pedido
nos comentarios.

Apreciem!

http://www.megaupload.com/?d=9BW5SABN

Tamanho: 54 Mb Formato: Rar