Olha só...Hoje,há séculos que não mentia,menti.
Na verdade,já que verdades não me trazem aquele
algo que eu acho ser merecido pelos donos dessa
virtude,agora talvez,eu comece uma carreira nas
artes da mentira,da desfaçatez.
Marquei com alguns conhecidos uma saidinha,mas
já não vou.Querem saber porque,e porque descobri
que não é o que eu quero p'ra essa noite não é
resposta,não é aceitável.Pedem que eu diga.Dizer
o que?!Mesmo assim sei que travarão algum jogo de
investigação,e quem descobrirá...provavelmente
a menina,a que se acha mais esperta.
Algumas meninas se acham mais esperas que os
meninos,são mal amadas.Pelo menos essa eu sei
que é..as outras,vai saber!Mas sim,no final das
contas,eles estão mesmo é carentes.Têem umas
carinhas de quem sempre esta à espera...de um
milagre de acontecimento que possa mudar-lhes as
vida miseráveis de quem não diz nada,não
faz nada,não procura nada se não for em estrita
função dos outros.E isso é até engraçado.Porque da
parte da menina ela não faz nada,exatamente
porque seria para os outros,paradoxal?!Não,não
é não.E o menino,coitado.Tudo que faz,o faz pela
mãe e ainda se acha muito feliz.Dessa não tenho
o que dizer,tenho o respeito de um lobo por ela.Os
dois quando se apaixonam.Dão a criatura
amada,o papel de salvador da pátria...
Na verdade,quando se esta apaixonado,pelo menos
para os que vivem num deserto de emoções como
eu não se deixa de sentir algo assim.
E eles passam a viver em função da criatura,
amam-na,ficam loucos de paixão pelo que eles
próprios não possuem,pela a fantasia do que eles
querem ser e não conseguem.Pelo menos eu,eu sou
narcisista assumida!E tenho muito orgulho.
Orgulho de me assumir.Sou uma égua e sei disso.
E quando vejo um mero gatinho ao espelho se vendo
o mais vigoroso e poderoso leão da floresta de
suas ilusões,encho-me de risos!!Aliás,relincho,rsrsrs.
O que É,pra min(uma égua),é se o for sempre,se é
inconstante,não é.E o que não é,pode ser...um papel.
E pra mim,quero apenas um capacete de soldado,
um bem gótico,cheio de espinhos que doam nas mãos
de quem ousar,e se conseguir tirar,que tenha
pelo menos ódio,pra que talvez eu possa...quem sabe...
Bom,mas agora,sinto meu corpo contrair-se,preciso de
exercícios e por isso decidi.
Vou sair.
"J'en connais dans chaque port, Dans chaque Sud, dans chaque Nord, J'en connais sans efforts, J'en connais qui vont dire, Que je suis bonne à maudire, Et moi ça me fait sourire..." Carla Bruni
sábado, 17 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Versos Corridos

Já amassei os tomates,
qual meu coração ferido
e descasquei-os,delicadamente,
qual faria com tua pele
que esconde tua carne,
para que me podesse ser visto
teu corpo vermelho,languido,
a pingar do teu suor meu vinho,
somos duas patas,de carne dura
e já macerada.
Não vês que estou me perdendo
em minha cozinha,só para
treinar o gosto de tua comida!
Com pimenta a arder-me
os lábios,a língua que se afoga
pelo gosto de tua pele...
Tu não vês,naturalmente,
e como poderias!
Perceber que minha fome voraz
devora os tomates já triturados
no molho que meu desejo ferve!
Que é vermelho como fogo
vermelho de loucura
e desejo,
o vermelho que se tem lá...
...d'uma raiva,
que trava atrito e queima!
Como poderías...
Realmente,como posso eu
sentir essa fome?!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Germinal
Verônica
Eu poderia ser você
minha doce criação,mas
tu desejas tanto quanto
eu,ser incrustada no meu ventre
tudo o que você será,
não é meu bem!?
Sem pressa,você virá até min,
por todas as gritantes rosas vermelhas
deste mundo(melhor do outro)
do qual me retiro
e volvo também à prisão
daquela....
não retornas ao vácuo,
onde estas agora,
e te espero como qualquer semente espera
pelo sol e pela chuva junto à
terra cheia de estilhaços...
(desinsistente permaneço,mas
ainda tenho coração)
suplico que venha e tenha... --- vida longa Á RAINHA!
Seja do vermelho o vinho,e a rosa,e o fogo pleno do meu peito.
Dos ares,LEVEZA DOS VENTOS,
Das aguas,SOCO DE TORNADOS!!
Eu te saúdo,mas temo por tua saude
porque te desejo.
--- Não nasças morta criança.
Eu poderia ser você
minha doce criação,mas
tu desejas tanto quanto
eu,ser incrustada no meu ventre
tudo o que você será,
não é meu bem!?
Sem pressa,você virá até min,
por todas as gritantes rosas vermelhas
deste mundo(melhor do outro)
do qual me retiro
e volvo também à prisão
daquela....
não retornas ao vácuo,
onde estas agora,
e te espero como qualquer semente espera
pelo sol e pela chuva junto à
terra cheia de estilhaços...
(desinsistente permaneço,mas
ainda tenho coração)
suplico que venha e tenha... --- vida longa Á RAINHA!
Seja do vermelho o vinho,e a rosa,e o fogo pleno do meu peito.
Dos ares,LEVEZA DOS VENTOS,
Das aguas,SOCO DE TORNADOS!!
Eu te saúdo,mas temo por tua saude
porque te desejo.
--- Não nasças morta criança.
Carnaval (part. I)
Farfallas radiantes em meu redor,
icognoscíveis,vejo-as flutuar
através de meus ombros,
longe daqueles olhos de urâneo.
São doces essas tardes...
ao lado do meu semblante
vejam-se meus versos!
dráticas sombras
na cova,descanse! dessas horas
que por esses dias hão de me sufocar.
Como os ventos podem
arrastar pelo convés
deste corpo à outra cova
do teu lado!
Ah! como é permanente
---------------------------------------------------------------------
Então abrem-se as muralhas.Os olhos dela,cheios e vivos,até com um tal rubor
que vem através de seu olhar.Estende num chão pueril,o corpo pesado e desfalecido
que carregara.
(...)
--- Diga-me Vênus,qual foi a maior injúria?
Se tu tevesses que me ajudar,
o que faria? ao ver...
às grandes estatuas,por ti,esculpidas,
por min, estilhaçadas,
bem diante de teus voluptuosos olhos,
e que fui mais forte que
teu infinito gozo,
---Não tens mais energia para enfrentar-me!?
O que realmente fica,da noite
louca,forte e longa,
intensa dentre sussurros
nunca antes ditos por outra(boca)...
Se eu podesse voltar,e mesmo só,
naquela noite viver,
já não me seduziriam
as minhas graves honrarias
de amores outros,agora dormentes,
apenas lástima,
longíquoas e apertadas corretes,
--- Luzes apagadas,silencio total...
um corredor,alargou-se e parou,pescoço volvido,e lá estava!!
de pé,a rir...e nos grandes olhos,
eu também parei.
...Testemunhas:Duas ou três,a esquina e a sombra do tronco retorcido e
dos galhos,muito curiosos pelo visto,os galhos,me seguiram,me interrogavam
lentamente à medida em que cresciam,se enrroscavam pelo meu corpo,todo.
...das que ainda prendem.
Pulso TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum
veloz como o Coelho de Alice,
começou de repente,
caminho conhecido,mas
essa pintura é nova ,
dos olhos,agora apenas
um enxerga --- Charme de pirata
Já não é mais necessário
saber,
a Cartola,
da Cavidade,é mais funda
e segue,
se fecha, e prende,
e cai,
por si
no fundo...
não caio,mas posso fazer
o máximo,
descer pela escadaria
de Marfim ;fabricação propria,
muita dor nas costas,mas
valeu Á pena.
(...)
K. Silva
icognoscíveis,vejo-as flutuar
através de meus ombros,
longe daqueles olhos de urâneo.
São doces essas tardes...
ao lado do meu semblante
vejam-se meus versos!
dráticas sombras
na cova,descanse! dessas horas
que por esses dias hão de me sufocar.
Como os ventos podem
arrastar pelo convés
deste corpo à outra cova
do teu lado!
Ah! como é permanente
---------------------------------------------------------------------
Então abrem-se as muralhas.Os olhos dela,cheios e vivos,até com um tal rubor
que vem através de seu olhar.Estende num chão pueril,o corpo pesado e desfalecido
que carregara.
(...)
--- Diga-me Vênus,qual foi a maior injúria?
Se tu tevesses que me ajudar,
o que faria? ao ver...
às grandes estatuas,por ti,esculpidas,
por min, estilhaçadas,
bem diante de teus voluptuosos olhos,
e que fui mais forte que
teu infinito gozo,
---Não tens mais energia para enfrentar-me!?
O que realmente fica,da noite
louca,forte e longa,
intensa dentre sussurros
nunca antes ditos por outra(boca)...
Se eu podesse voltar,e mesmo só,
naquela noite viver,
já não me seduziriam
as minhas graves honrarias
de amores outros,agora dormentes,
apenas lástima,
longíquoas e apertadas corretes,
--- Luzes apagadas,silencio total...
um corredor,alargou-se e parou,pescoço volvido,e lá estava!!
de pé,a rir...e nos grandes olhos,
eu também parei.
...Testemunhas:Duas ou três,a esquina e a sombra do tronco retorcido e
dos galhos,muito curiosos pelo visto,os galhos,me seguiram,me interrogavam
lentamente à medida em que cresciam,se enrroscavam pelo meu corpo,todo.
...das que ainda prendem.
Pulso TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum TUM tum
veloz como o Coelho de Alice,
começou de repente,
caminho conhecido,mas
essa pintura é nova ,
dos olhos,agora apenas
um enxerga --- Charme de pirata
Já não é mais necessário
saber,
a Cartola,
da Cavidade,é mais funda
e segue,
se fecha, e prende,
e cai,
por si
no fundo...
não caio,mas posso fazer
o máximo,
descer pela escadaria
de Marfim ;fabricação propria,
muita dor nas costas,mas
valeu Á pena.
(...)
K. Silva
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Canto II
Aos ventos atravessados
pelos pingos,por tantas vozes
soando em acorde
á meus ouvidos,
e meus órgãos deitados
numa manhã ampla e iluminada.
Com o canto dos galhos
movimentam-se meus desejos
como um sussurro,que
redeia toda a mente,
carregado pela rubra farfalla
entregue aos céus em pleno voô
que penetra,os ares densos
do espaço que faz flutuar
na esparssa imensidão clara,e vejo,
soltos,cheios...
Verdes e Violetas que compõem tão
delicadas tépalas por
entre os cachos doirados
do Sol piedoso
...Com os galhos a abrandar-me a
espera germinal.
K. Silva
pelos pingos,por tantas vozes
soando em acorde
á meus ouvidos,
e meus órgãos deitados
numa manhã ampla e iluminada.
Com o canto dos galhos
movimentam-se meus desejos
como um sussurro,que
redeia toda a mente,
carregado pela rubra farfalla
entregue aos céus em pleno voô
que penetra,os ares densos
do espaço que faz flutuar
na esparssa imensidão clara,e vejo,
soltos,cheios...
Verdes e Violetas que compõem tão
delicadas tépalas por
entre os cachos doirados
do Sol piedoso
...Com os galhos a abrandar-me a
espera germinal.
K. Silva
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
...Encontro
Então desci do meu conector,e até então não percebera...
estava numa rua,aparentemente desconhecida.
---- Agora vou ter que andar na chuva e ainda nem sei
quanto! Foi o que pensei.No caminho,vinha eu,reparando
quase sem reparar,apenas sentindo uma tal estranheza de
caminhar por aquela rua desconhecida,o vento frio batia
em meu corpo como que me dando boas vindas.Uma terna chuva
a regar meu delicioso passeio,meu peito era cálido.Vi
casas com jardins improvisados e homens comuns,com suas
barrigas escancaradas e nuas,observando não sei o que.
E,eu,também observando...Sentindo mais que observando,
sentindo a rua e calçadas,prefiro o asfalto.O asfalto me
dá posse de toda a rua,como se a própria rua fosse uma
extenção de mim mesma.Ah! E aquela rua foi o que gostei
mais até hoje.Me senti outra dentro de mim.Rua nova,
corpo novo.Pensei até em mudar p’ra lá.O céo tão branco,
com aquela luminosidade,a de um cristal.E chuva que
continuava caindo tão levemente,caindo em meus ombros,
linda como se o céu se estilhaçasse sobre mim.
---- É tão bonito...tão... Tanto que não dá p’ra se saber.
Não sei o que e acho que se soubesse esqueceria logo,mas
não quero saber.Uma certa surpresa,se faz em segredo,bem
aqui,perto de mim e não vou estraga-la,explorando-a.
E os dias continuarão como sempre continuaram,mas estou
diferente.Me sinto diferente.Me sinto outra..Não sei se
seria o caso de mudar de nome.É,de certo que não.Estou,
agora,entrando numa rua que já conhecia,mas me parece
que esta é mais desconhecida que as outras.Não sinto mais
nenhuma ligação com essa...as casas...Só sinto agora que
esse tempo fresco me é bem mais familiar que o sol
estarrecedor que me é comum.E agora isso,não conheço mais
o que conhecia.Vejo o portã de minha casa,e entro.Minha mãe
sorridente abre as grades e me abraça.E eu ainda...viajando.
Falo alguma coisa de que eu mesma não me dou conta,é
automático.Enquanto caminho pelo corredor ouço:---- ...é,
a gente tem sempre o que aprender...E isso.
É disso que eu consigo me lembrar.E também desse encontro...
E agora,agora mesmo,esta anoitecendo.
estava numa rua,aparentemente desconhecida.
---- Agora vou ter que andar na chuva e ainda nem sei
quanto! Foi o que pensei.No caminho,vinha eu,reparando
quase sem reparar,apenas sentindo uma tal estranheza de
caminhar por aquela rua desconhecida,o vento frio batia
em meu corpo como que me dando boas vindas.Uma terna chuva
a regar meu delicioso passeio,meu peito era cálido.Vi
casas com jardins improvisados e homens comuns,com suas
barrigas escancaradas e nuas,observando não sei o que.
E,eu,também observando...Sentindo mais que observando,
sentindo a rua e calçadas,prefiro o asfalto.O asfalto me
dá posse de toda a rua,como se a própria rua fosse uma
extenção de mim mesma.Ah! E aquela rua foi o que gostei
mais até hoje.Me senti outra dentro de mim.Rua nova,
corpo novo.Pensei até em mudar p’ra lá.O céo tão branco,
com aquela luminosidade,a de um cristal.E chuva que
continuava caindo tão levemente,caindo em meus ombros,
linda como se o céu se estilhaçasse sobre mim.
---- É tão bonito...tão... Tanto que não dá p’ra se saber.
Não sei o que e acho que se soubesse esqueceria logo,mas
não quero saber.Uma certa surpresa,se faz em segredo,bem
aqui,perto de mim e não vou estraga-la,explorando-a.
E os dias continuarão como sempre continuaram,mas estou
diferente.Me sinto diferente.Me sinto outra..Não sei se
seria o caso de mudar de nome.É,de certo que não.Estou,
agora,entrando numa rua que já conhecia,mas me parece
que esta é mais desconhecida que as outras.Não sinto mais
nenhuma ligação com essa...as casas...Só sinto agora que
esse tempo fresco me é bem mais familiar que o sol
estarrecedor que me é comum.E agora isso,não conheço mais
o que conhecia.Vejo o portã de minha casa,e entro.Minha mãe
sorridente abre as grades e me abraça.E eu ainda...viajando.
Falo alguma coisa de que eu mesma não me dou conta,é
automático.Enquanto caminho pelo corredor ouço:---- ...é,
a gente tem sempre o que aprender...E isso.
É disso que eu consigo me lembrar.E também desse encontro...
E agora,agora mesmo,esta anoitecendo.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Canto I
O canto das folhas das arvóres junto aos sussurros dos ventos,
A bruma calma e esparssa,um corpo nu.
Pés na terra molhada,também nua e forte,
Uma mulher que caminha leve e calma com a bruma que lhe envolve.
Gotas d’água com o brilho da prata,caindo tenras.
Sol ameno encoberto por grandes nuvens brancas.
A mulher num círculo,há a luz,é ampla e cheia,
vigiada pelas árvores que lhe cercam com seus enormes troncos silenciosos.
Ela caminha e deita seu corpo sobre o da terra,
seu corpo é branco como a bruma que se esvoaça em seu redor.
A amplitude do céu e o brilho das gotas d’água,
se confundiam com seus olhos,quando abertos.
(...)
Kamila Silva
O canto das folhas das arvóres junto aos sussurros dos ventos,
A bruma calma e esparssa,um corpo nu.
Pés na terra molhada,também nua e forte,
Uma mulher que caminha leve e calma com a bruma que lhe envolve.
Gotas d’água com o brilho da prata,caindo tenras.
Sol ameno encoberto por grandes nuvens brancas.
A mulher num círculo,há a luz,é ampla e cheia,
vigiada pelas árvores que lhe cercam com seus enormes troncos silenciosos.
Ela caminha e deita seu corpo sobre o da terra,
seu corpo é branco como a bruma que se esvoaça em seu redor.
A amplitude do céu e o brilho das gotas d’água,
se confundiam com seus olhos,quando abertos.
(...)
Kamila Silva
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