O Coletivo Camaradas,confiram no blog:
http://www.coletivocamaradas.blogspot.com
Lançou a pouco o seu primeiro livreto chamado
"Permitida a Reprodução".De ótimo nível
intelectual,vale a pena dá uma lida,
refrescar os neurônios com arte,cultura,
educação e política!
Vejam aí o primeiro texto do livreto
escrito por Alexandre Lucas.
A arte e os novos suportes e conceitos
Por Alexandre Lucas*
A cada dia a arte vem ganhando outros suportes
e novas formas de se aproximar dos excluídos do
circuito convencional das artes. As galerias,
museus e salas de espetáculos vão perdendo a
sua supremacia enquanto espaço privilegiado da
fruição da arte.Os espaços urbanos e o mundo
virtual tornam-se espaços democráticos para
apresentação, reflexão e registros das experiências
estéticas e artísticas. O suporte da/para arte é
ampliado. Os tradicionais suportes como as telas
e esculturas vão sendo substituídas na arte
contemporânea por objetos e coisas do cotidiano das
pessoas, a imagem digital e o audiovisual ganham
papel importante para o registro e a possibilidade
de aplicação em infindáveis suportes, tanto virtuais
como materiais.Neste sentido a arte circula pelas
pessoas ou as pessoas circulam pela arte. A camisa,
o cartaz, a ação do corpo, o adesivo, o brinquedo,
o registro, a colaboração, a vivência, a interferência
no fluxo normal das pessoas tomam o caráter de arte
ou de discussão sobre arte. Essa compreensão é
imprescindível para conceber o cotidiano e a relação
de pertencimento do público como elementos importantes
para provocar a interação, integração e fruição dos
fazeres e pensares sobre arte.Portanto, reconhecer
a arte enquanto produto histórico e social que deve
ser apropriado pelo grande público como forma de
possibilitar o conhecimento e apropriação da realidade,
bem como a construção e autoconstrução do ser numa
perspectiva embasada no materialismo histórico e
dialético, é pensar a arte pelo viés da inclusão.
Conforme a autora Maria Inês Hamann Peixoto,
“a arte exerce significativa função no processo de
humanização do homem, por desencadear um processo
de reflexão profundamente educativo, que só pode
resultar em crescimento humano. Sobretudo quando se
trata de obra que permite-privilegia a fruição
estética ativa-interativa, por livre adesão do
indivíduo e da coletividade presente, e, de modo
especial, se isso tudo ocorre dentro do âmbito da
vida cotidiana, no qual se dão as relações
imediatamente humanas”.Colocar e compreender o
participante como ser ativo/interativo no
processo do fazer ou pensar artístico é outro
imperativo que aponta no sentido de ultrapassar
as barreiras que engessam,modelam e ampliam a
ideia de uma arte contemplativa, o que só
serve para aumentar a distância existente entre
arte e o grande público.
O cotidiano e a contemporaneidade, a interação
e a colaboração, são ingredientes indispensáveis
para pensar novos olhares e fazeres da arte, o
que possibilita mediar o entrelaçado do processo
educativo de arte, a vivência/experimentação, a
socialização do conhecimento filosófico e cientifico,
a transversalidade de linguagens artísticas e de
comunicação, e o reconhecimento da arte como
instrumento também de emancipação humana.
Maria Inês Hemann Peixoto diz que “a arte inserida
no cotidiano pode vir a ser um momento de veemente
exercício da liberdade, de ampliação da
consciência-autoconsciência e de intenso prazer
sensório-intelectual desvinculado das relações
de posse e dominação que permeiam a quase totalidade
das relações humanas,na sociedade capitalista
contemporânea”.
*coordenador geral do Coletivo Camaradas,
pedagogo e Artista/Educador
P.S.:Quem quiser o livreto na íntegra,entre em
contato comigo por e-mail que certamente enviarei!
Meu e-mail: insidetheviolinister@hotmail.com
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